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Como criar uma empresa de sucesso

O livro Gestão Empresarial com ERP começa com a seguinte frase: “Uma empresa é um conjunto de pessoas e recursos que geram uma receita pela venda de seus produtos ou serviços, por meio do trabalho, para determinado mercado”. Para sobreviver, a empresa precisa vencer os concorrentes, pagar tributos absurdos, tratar bem seus colaboradores para que não seja vítima das inevitáveis ações trabalhistas, pagar juros altíssimos quando necessitar de capital de giro e, acima de tudo, respeitar uma equação que, apesar de ser muito simples, não é tão fácil de ser atingida: a receita tem que ser maior do que a despesa.

Felizmente, ou infelizmente, vivemos em um mundo capitalista. Cada empresa, privada ou pública, com ou sem fins lucrativos, qualquer tipo de instituição, até mesmo uma igreja, está sujeita a esta premissa. Mesmo se a receita tiver como origem algum tipo de subsídio, contribuição, patrocínio ou doação – que, no fundo, resultam da venda de uma ideia ou filosofia -, as receitas sempre precisam ser maiores do que as despesas. Se não, não é empresa, é hobby.

E para tal é fundamental que se tenha o controle absoluto destas receitas e despesas. Precisamos saber qual é o “placar” atual, ou seja, o seu resultado. Aqui, a Tecnologia da Informação entra como grande aliada. Por meio do ERP (Enterprise Resource Planning, ou Planejamento dos  Recursos da Empresa), as receitas e as despesas são facilmente controladas.

Outro tópico importante é fazer uma previsão de tudo que será gasto e de tudo que será faturado, ou seja, um detalhado orçamento. Se ela estiver no início, o Plano de Negócios ou Business Plan deverá indicar, no mínimo, o resultado previsto para os primeiros meses. Também a evolução do fluxo de caixa é muito importante, pois tem gente que quebra simplesmente porque vende a prazo e compra à vista.

O lucro da empresa deve também ser avaliado pelo Retorno Sobre Investimento (ROI – Return On Investiment), isto é, o ganho que o investidor, proprietário, acionista, enfim, o dono, espera do seu negócio. Temos uma situação interessante no Brasil: como a taxa de juros atualmente é muito elevada, este retorno precisa ser superior ao de países onde a taxa é menor.

Se o retorno não compensar o investimento, o empresário pode preferir aplicar seu capital no mercado financeiro. Mesmo sendo conservador, consegue-se hoje um rendimento de 1% ao mês nos fundos de investimentos. E, ainda por cima, sem trabalhar ou ter dores de cabeça.

O retorno (lucro) também deve contemplar o risco envolvido. Risco do negócio ou o risco Brasil é o que não falta em qualquer empreendimento. Por isso, nunca se poderá dizer que foi descoberto um “negócio da China” eterno, com alto retorno. Logo surgirão concorrentes, cada vez maiores e melhores. Haverá necessidade de reduzir preços para ganhar da concorrência. E melhorar a qualidade, o que também tem o seu custo.

Um fato curioso: quando se faz um IPO (Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial de Ações), alguns investidores deixam em segundo plano o que a empresa produz ou quais os serviços prestados. Tudo que lhes interessa é a perspectiva do retorno sobre o investimento, o EBITDA, como eles chamam (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, ou Retorno Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização). Dos juros, pois certamente o investidor aportará recursos para deixar de pagá-los. Depreciação e Amortização, pois não geram saída de caixa e os gastos com imobilizados são de fato investimentos. E quanto às taxas, considera-se aqui somente o Imposto de Renda. Mas em empresas menores as diferenças entre lucro e EBITDA dificilmente são consideradas.

Vale lembrar que o que determina o valor da empresa é o seu lucro e o seu faturamento anual. E, claro, se houverem grandes investimentos imobilizados, devem eles ser adicionados ao evaluation. Multiplicadores de 10 a 20 para o lucro e de 3 a 6 para o faturamento, servem de base para uma primeira conversa. Alguns dizem que o sonho de todo empresário é um dia vender a própria empresa… e de preferência, para os norte-americanos, que pagam mais! E hoje há muito dinheiro disponível no mundo. Daí a enorme quantidade de empresas startups que conseguem obter recursos de investidores. São as operações de Private Equity, Venture Capital ou investidores anjos. Nelas o fundo dá os recursos, profissionaliza a empresa e ajuda nas estratégias. Mas a entrega do resultado continua na mão dos proprietários. E o retorno precisa ser rápido, por isso investem no seu crescimento.

Para finalizar, aja com ousadia, calma e persistência. Este é o 9º princípio do NETAS. A ousadia se traduz no dito popular: “melhor se arrepender de ter errado do que nunca ter tentado”. A calma deve perdurar nos momentos de pressão. Em vez de perder a cabeça, respire fundo! E quanto à persistência, baseie-se em uma estatística pa­ra cultivá-la: a cada dez coisas que tentamos fazer, poucas dão certo de primeira. Insista e tente outra vez.

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